RESUMO: LIVRO 4 - CAP. 19

 

PARTE VII – NA MONTANHA

Capítulo 19

Lar abençoado

 

Setembro de 1767

 

Claire faz uma comparação que dormir aninhado ao seu amado sob a luz do luar é muito romântico, ao contrário de dormir embaixo de um tronco presa entre um marido e um sobrinho igualmente grandes e um cachorro não era tão romântico assim e tentando se levantar afastando a cauda de Rollo. Com cuidado para não acordar Ian e Jamie. Ao lado de fora estava frio e o ar fresco, a chuva havia parado e Claire vestia uma camisa extra de Jamie para não encharcar seu casaco e desceu até o riacho com a chaleira para se banhar, não havia amanhecido ainda e a floresta estava tomada pela névoa.

Segundo Myers, eles ainda teriam 2 meses de tempo bom antes do frio, e Claire diz que Jamie estava certo ao sugerir que eles ficassem na montanha ao invés de retornar a Cross Creek. Talvez seria tempo suficiente para construírem uma cabana até o inverno. Claire relembra que Jamie disse que daria trabalho para construir e perigoso, poderia dar errado se a neve chegasse mais cedo e que ele não faria isso se ela tivesse medo. Sim, Claire tinha medo, pois quando concordou em ficar nas montanhas, ela acreditava que iriam para Cross Creek e voltar na primavera, reunir homens e suprimentos para a ajudar a construir a casa, sozinhos na mata, ela temia pela saúde de Ian e Jamie, ou algo que pudesse acontecer a todos eles,  e mesmo que os índios não se opuseram, quem garantia aos outros que pudessem aparecer?

Claire percebe que o medo não era fatal, pelo menos não sozinho, e pensa em River Run com saudade, a agua quente, as camas aquecidas e na segurança, mas ela percebeu porque Jamie não queria voltar, pois quanto mais tempo morasse com Jocasta, a obrigação seria maior e seria muito mais difícil rejeitar a oferta. Sabiam que os Mackenzies não desistiam fácil e não tinham problemas em manipular para conseguir o que queriam e também era bom ficarem afastados do Sargento Murchinson, que aparentemente guardava mágoas, de Campbell, reguladores e políticos, e a guerra iminente.

Não eram apenas por estes motivos que Jamie não queria retornar a River Run, era a necessidade ter um lugar só para ele, se ele quisesse viver como um homem, teria que ter sua montanha. Jamie pergunta se Claire confia nele, ela responde que entrega sua vida a ele, e ele pergunta novamente sobre o coração e ela responde que sempre e o beija.

A decisão foi tomada, Myers retornaria a Cross Creek levando notícias para Duncan e tranquilizar Jocasta, e compraria suprimentos com o resto do dinheiro. Se tivesse tempo ele voltaria antes da nevasca, se não, apenas na primavera. Ian ficou com eles, pois precisariam de ajuda para a cabana e a caça.

Claire pensa em trechos do Pai Nosso “o pão nosso de cada dia nos dai hoje” e “não nos deixeis cair e tentação”, estavam protegidos da tentação de River Run e quanto ao pão de cada dia ela tinha colhido muitos frutos e castanhas, mas preocupava-se com o que seria no inverno.

Ela então se aproxima de um rio, bebe e joga agua em seu rosto, quando olha para frente vê 2 veados bebendo agua em uma poça do outro lado, e de repente sumiram. Claire congelou e ficou imóvel, seus pelos arrepiaram e então um cheiro forte de gato e sangue, era um felino, que por sua vez a ignorou e se afastou com a barriga cheia.

Após o perigo, Claire desaba e começa a tremer, lembrou-se de Jamie pedindo para confiar nele, ficou parada, de olhos fechados e foi se acalmando e retornou para a clareira. Jamie explica que primeiro irá construir um lugar pequeno, um lugar para dormir, caso chova novamente, assim ele e Ian praticam para a cabana e um barracão para armazenar carne e prepararem defumação e a carne seca que Ian vira os índios prepararem e Claire percebe que será ela a responsável pelo fogo no processo, ela já vira isso na Escócia e requeria muita atenção.

Ela só tinha medo de que se não conseguisse fazer direito, todos iam morrer por ingestão de carne estragada. Jamie diz que o segundo barracão será de Claire, para suas ervas e plantas e apontou o local de onde seria a cabana na qual passariam o inverno.

Jamie e Ian ergueram as paredes do primeiro barracão no segundo dia, era confortável para eles e Rollo dormirem. Jamie começa a criticar seu próprio trabalho em relação as madeiras tortas e Claire observa sua mão áspera cheia de calos e lascas de madeira, pede para que Jamie a deixe tirar estas lascas de madeira de sua mão e ele ainda criticando seu trabalho.

Claire diz que eles construíram aquilo em dois dias apenas com machado e um facão, sem nenhum prego, estava ótimo, não era para ser igual ao Palácio de Buckingham, Jamie diz que não sabe o que é esse Palácio mas compreende e diz que pelo menos não iria cair, ela continua a retirar as farpas de sua mão e Jamie diz que a casa ficará na cordilheira alta, onde crescem os morangos. E Claire pergunta se não é a cabana que ele quer dizer, mas ele diz que não, é  uma bela casa maravilhosa, com escadas e janelas de vidro, paredes altas que ele nunca bata a cabeça ao passar, uma sala para Claire e um  escritório para ele com estante para seus livros, mas naquele momento ele tinha apenas um livro, ‘”A história natural da Carolina do Norte”. Claire complementa que quer uma cama e Jamie diz que sim, que terá uma cama como no Palácio de Buckingham.

Myers voltou dentro de 1 mês, com 3 burros cheios de suprimentos e Duncan Ines também, que olhou com interesse para os barracões construídos. Jamie diz para Duncan que a terra é boa e com bastante água e aponta para uma ladeira onde fiz que será possível fazer pelo menos 30 casas e que a plantação daria muito certo ali.

Jamie diz que a terra terá que ser inspecionada e pergunta se Duncan trouxe tinta e papel, Duncan diz que sim e que também trouxe uma cama de penas a mando de tia Jocasta que disse que não poderia faltar. Claire ficou muito feliz e deixou de lado os pensamentos ruins sobre Jocasta. Jamie havia construído uma bela cama de carvalho e resistente, mas não tinham nada para forrar a não ser galhos de cedros grumosos.

Claire pensava no luxo e foi interrompida quando Ian apareceu com Myers com um peru que caçaram e Myers elogia Ian que tem olhos de águia e pensa que será a primeiro item importante da dispensa, e que Jamie gostaria das penas que lhe renderiam para escrever. Jamie decide escrever para o governador Tryon que aceitará a oferta e descrever a terra.

Jantaram e Claire pensa que seria bom Myers ficar mais um tempo para ajudar na caça, algo grande para que eles não passassem o inverno a base de peixe defumado, Jamie percebe a preocupação de Claire fala para ela não se preocupar.

Jamie convida Duncan para caminhar até o rio e escolher seu lugar, Duncan fica surpreso e Jamie diz ainda que gostaria que ele fosse seu agente, e que o correto seria ele receber por isso, mas por ora ele poderia construir uma casa e usar as terras como plantações e no momento certo Duncan teria uma casa já pronta e a plantação feita. Duncan animado e surpreso aceita a proposta, já que não poderia trabalhar com as mãos, uma terra era a única coisa que lhe dariam. Jamie explica que ele terá que encontrar construtores, homens que foram deportados de Ardsmuir, e contar para eles o que Jamie estava fazendo e ajuda-lo com a tia Jocasta, já que ela precisa de um homem honesto para lidar com os canalhas da Marinha e que a represente.

Ao ouvir sobre ajuda com Jocasta, Duncan demonstrou nervosismo, mas Jamie o convence, que ele terá apenas que fazer o que ela manda, a palavra final sempre será dela, ela só precisa de um homem que a represente. Duncan aceita e Jamie diz que vai escrever uma carta para a tia sobre o assunto

Jocasta também enviou ferro para a construção da casa e Jamie fica tocado pelo presente. Claire não entende até Ian dizer que as pessoas enterram ferro embaixo de uma nova casa para bênçãos e prosperidade, logo essa era a benção de tia Jocasta e sua aceitação a decisão de Jamie.

O lar fora abençoado dois duas depois dentro da cabana ainda que sem paredes, Jamie fez uma oração, tocou Claire, Ian e até Rollo e o porco, e continuou, enterrou o ferro. Claire pensa que deveria se sentir ridícula em uma cabana sem paredes com um lobo e um porco em um ritual pagão, mas a verdade é que não se sentiu.

Duncan acendeu uma fogueira pequena e Myers segurou o aço para ele acender e Duncan caminhou ao redor da cabana cantando em gaélico, e Jamie foi traduzindo para Claire. Era uma canção sobre proteção, em um dado momento, Duncan deu o ferro a Jamie e acendeu a pilha de gravetos e Ian gritou em gaélico quando a chama surgiu e todos aplaudiram.

Depois de um tempo, se despediram de Duncan e Myrers que iriam para Hélicon onde haveria um encontro anual de escoceses para manter os contatos dos clãs, Jocasta também estaria lá e seria a oportunidade perfeita para Duncan encontrar homens de Ardsmuir. Duncan diz a Jamie que deve retornar na primavera e diz que entregará a carta e pergunta se ele não quer levar algum recado para a tia. Jamie pede para dizer que não a veria na reunião deste ano, nem na reunião do próximo ano, mas que depois destas duas ele certamente iria e levaria seu povo.

Bateu o sentimento de desolação, Duncan era o único elo deles com a civilização, agora eram apenas eles novamente, com Ian, Rollo, o porco e uma mula que Duncan deixara, um pequeno grupo, não estavam tão sozinhos assim eis que Ian interrompe os pensamentos de Claire e diz a tia que tem más notícias, o porco havia comido toda a aveia dela.


Resumo feito pela nossa Sassenach Juliana Apolinário

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 Fonte: 

GABALDON, Diana. Lar abençoado. In: GABALDON, Diana. Outlander: os tambores de outono. São Paulo: Arqueiro, 2018. Cap.19.

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